quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Lista do Candidato Evaristo Maússe, ao FFINSS



MESA DA ASSEMBLEIA GERAL

Presidente: Rúben Mabica (Serviços Centrais)
Secretário: António Roaneca (Delegação da Cidade de Maputo)
Vogal: Helton Ernesto (Delegação Provincial da Zambézia)

CONSELHO DE GESTÃO

Presidente: Evaristo Mintine Jaime Maússe (Serviços Centrais)
Secretário: Abel Matavele (Delegação da Cidade de Maputo)
Vogal: Cássimo Aly (Serviços Centrais)

CONSELHO FISCAL

Presidente: Mitilage Binadre (Delegação Provincial de Cabo Delgado)
Secretário: Ivo Macuiane (Delegação Provincial de Gaza)
Vogal: Carlos Ndlalane (Delegação da Cidade de Maputo)

Manifesto Eleitoral aos órgãos sociais do Fundo dos Funcionários do INSS


INTRODUÇÃO


Assumo este desafio. E não é cedo para tal. Não depende de factores humanamente considerados válidos e viáveis. Depende das experiências, do ímpeto da nossa própria definição existencial como sujeitos sociais. Assumir este desafio é, acima de tudo, colocar-se ao nível das responsabilidades como este sujeito activo do desenvolvimento do INSS, em pé de igualdade com todos os outros, na esperança de que se considere a oportunidade, do hoje, e não de amanhã, na condução dos destinos do Fundo dos Funcionários do INSS.

Com a equipe que propomos, movidos pelo espírito de comunhão na gestão de uma organização social nacional, que satisfaça a todos, independentemente da carreira, antiguidade, localização geográfica, ou aproximação com o círculo do poder, teremos um Fundo Social do INSS que resgatará os valores fulcrais do espírito de solidariedade institucional que se aguarda numa instituição como a nossa.

Para atingir estes alcançáveis objectivos, propomos que os colegas embarquem nestes pontos, que quanto a nós, são a inadiável preocupação dos colaboradores do INSS, a nível nacional:

PONTO (1)-PROTEGER A QUEM PROTEGE. (BASTA DE ESMOLAS NOS BANCOS (!)
Não faz sentido que em 25 anos de existência, nós, funcionários do INSS, continuemos a habitar e coabitar na penúria, sendo guardiões da subsistência dos nossos pensionistas. Por isso, urge melhorar, sem descurar das responsabilidades assumidas pela Direcção Geral, as condições de acesso quantitativo (valor) e qualitativo (modalidades de pagamento) dos empréstimos dos fundos internos, ou através da assinatura de memorandos com a banca comercial para a bonificação dos juros. Por isso gritamos: Basta de esmolas nos bancos!

Num estudo realizado internamente, constatámos que é possível, a breve trecho negociar com a Direcção Geral do INSS, de modo a que seja canalizado um valor substancial para o financiamento do fundo que por sua vez, passaria a oferecer valores que variam dos 25.000,00MTs até aos 250.000,MTs com desembolsos a partir de 12 até aos 60 meses. Os juros poderão ser fixados em 10% anual. NB: Os bancos comerciais tem cobrado de 22 a 27.5%

Onde ir buscar esse valor?
Está claro que é aqui onde entrará a Direcção Geral (DG) do INSS. Deverá escolher entre como estimular os seus funcionários ou deixá-los à sua sorte, no que a melhoria de condições sociais diz respeito.

É possível solicitar a Direcção Geral do INSS, a título de empréstimo, numa primeira fase, 20 Vinte milhões de meticais, a cabo de 5 anos, a 5% de juro.

Este valor será alocado aos fundos provinciais, em função do número de funcionários que cada Delegação possui.

Aplicando para efeitos de empréstimo do funcionário, o juro de 10% ao fim de 5 anos, tempo do nosso mandato, teremos gerado (auto-financiado) em 1.500.000mts (um milhão e quinhetos mil meticais) no capital social, devolvendo à posterior, os 20 milhões de meticais a DG, satisfazendo minimamente as necessidades do funcionário, e saindo igualmente a Direcção Geral a ganhar 500.000 (quinhentos mil meticais) de juros.

Outra forma de trabalho é a negociação directa com os bancos nos quais o INSS é accionista (BIM, UNICO e BMI), para a bonificação de juros aos funcionários do INSS.


Assistência Médica e Medicamentosa
Um dos grandes problemas de Hoje,  diz respeito à saúde do funcionário. Não temos uma política clara de gestão da saúde de funcionários. Porquê não possuirmos um posto de saúde específico dos funcionários do INSS? Se outras instituições financeiras de pujança financeira muito aquém das capacidades do INSS os tem? Ter um posto de saúde, significa respeito pela saúde dos funcionários do INSS e seus dependentes.

Alimentação
Hoje, temos um sistema de alimentação que brada ao mediavalismo. Não há alteração do menu de alimentação, em vários locais, muito menos existe uma política nutritiva no que nos é dado. É certo que temos algumas realizações a reter. Mas não é tudo. Pode se fazer mais!

Propomos que tenhamos almoço, ao invés do pequeno almoço, pois o valor pago pelo pão, fiambre, queijo etc, pode ser utilizado para pagar o almoço. Entretanto, deverão ser mantida os a copa com açucar e leite para que cada funcionário que queira tomar o pequeno almoço, o possa fazer, entretanto, compre o seu próprio pão, que é mais barato se comparado a comprar o almoço.

PONTO (2)- POLÍTICA DE GESTÃO PARTICIPATIVA
Para nós, esta é a necessidade primordial para a gestão sadia do nosso fundo. Não é possível gerir descontos de funcionários, sem colher deles aquilo que são as suas principais necessidades. Procurar albergar as sensibilidades de todos os funcionários, através de encontros periódicos, será a principal tónica da nossa gestão. Queremos garantir o alcance deste fito, entendendo que “não há pobre que não possa dar, e não há rico que não possa receber”.

A falta de Comunicação em uma organização, não ajuda no crescimento da mesma. Saber ouvir os outros é uma grande virtude. Nós queremos ouvir aos outros, pois queremos medir se trilhamos num bom ou mau caminho. Trilhamos a bem ou mal dos funcionários, e acima de tudo, saber se estamos à altura das nossas responsabilidades quando solicitados para o efeito.

Deveremos criar canais comunicativos sérios, ao nível de cada Delegação Provincial, de forma a que mensalmente, nos remetam reclamações ou sugestões do nosso desempenho.


PONTO (3) POLÍTICA DE PRESTAÇÃO DE CONTAS (NADA HÁ A OCULTAR!)
Todos devem saber, onde e como está a ser usado e a quantos beneficiários tem se servido desses fundos. Está informação deve ser pública, de forma a demonstrar lealdade ética e moral aos ditames mais sóbrios da área de gestão.

Priorizaremos a disponibilização de informações, em regime mensal, sobre a saúde do fundo, através de canais electrónicos internos, a serem criados, de forma a deixar todos os funcionários a par da aplicação dos seus descontos.

Tal como nos referimos, não é favor os técnicos saberem do estado das suas contribuições. É uma obrigação do fundo disponibilizar esta informação periodicamente. É uma questão de moral e integridade por parte dos gestores do Fundo.


PONTO (4) SUSTENTABILIDADE DO FUNDO (O QUE FAZER PARA AUMENTAR A FONTE DE RECEITAS!)
Para garantir a sustentabilidade do fundo, será necessário tomar medidas imediatas, tais como a supressão de despesas que se revelem desnecessárias para o funcionamento diário do fundo.

Criar mecanismos de autofinanciamento, através de projectos internos de geração de rendimentos, em coordenação com as estruturas directivas do INSS.

Atrás, colocamos as linhas mestras da sustentabilidade do fundo, no qual podemos fazer algo para sustentabilizar o fundo.

Para nós, o importante é conter os gastos. Entretanto, temos que capitalizar as nossas reservas em projectos tais como: Abertura de internet cafés para filhos dos utentes do sistema, trabalhadores do INSS, etc.

Outras formas de financiamento a serem aprovadas pela Assembleia Geral.